Open Finance Brasil: por que o país virou referência global e tema em Stanford

Como o Brasil construiu o maior ecossistema de Open Finance do mundo? Conheça por meio dos números apresentados em Stanford por Bruno Chan, CEO da klavi.

Tom Pirondi

Tom Pirondi

Analista de Conteúdo

Tempo de leitura: 4 min
4 min

21 de janeiro de 2026 (atualizado em 22 de janeiro de 2026)

Open Finance Brasil: por que o país virou referência global e tema em Stanford

No Brasil, o Open Finance viabilizou serviços mais inovadores, decisões mais precisas e ampliou a inclusão financeira. Nosso ecossistema de Open Finance tornou-se referência global principalmente pela capacidade de gerar inteligência de mercado acionável. 

Em novembro de 2025, esse modelo foi tema da aula em Stanford ministrada por Bruno Chan, nosso CEO, destacando o protagonismo do Brasil no cenário financeiro internacional.

Acesse a aula completa aqui.

O que é Open Finance?

Em resumo, o Open Finance é um sistema que permite o compartilhamento padronizado de dados financeiros entre instituições, mediante o consentimento explícito do usuário. Esse modelo permite que pessoas tenham controle sobre seus próprios dados, escolhendo com quem compartilhá-los em troca de benefícios.

Em contrapartida, isso cria condições para análises mais precisas, produtos financeiros personalizados e decisões baseadas em dados reais, algo que não era possível em modelos tradicionais e fechados.

O Brasil como exemplo de inovação financeira: do Pix ao Open Finance

O Brasil se consolidou como um dos principais polos de inovação financeira do mundo. Guiado por neobanks e provedores de infraestrutura, o número de fintechs no país cresceu vertiginosamente. De acordo com a A&S Partners, atualmente, 60% de todas as fintechs da América Latina estão sediadas no Brasil.

Mapa e panorama das fintechs no Brasil, com distribuição por segmentos
Crescimento das fintechs no Brasil

Diferente de outros mercados onde a inovação ocorreu de forma fragmentária, o modelo brasileiro foi construído de maneira coordenada com a atuação do Banco Central. O foco em infraestrutura e na interoperabilidade entre agentes criou um ambiente propício ao surgimento de novos serviços financeiros. A substituição progressiva de meios tradicionais pelo Pix exemplifica essa transformação.

Esse sucesso também reflete a disposição dos brasileiros em adotar soluções financeiras mais modernas. Em comparação com o sistema indiano UPI, o Pix apresenta o dobro de transações por indivíduo, evidenciando sua ampla adesão.

Sobre essa infraestrutura, o Open Finance Brasil passou a operar como a camada de inteligência do sistema financeiro.

Os principais pilares da inovação financeira no Brasil:

  • Alta adesão ao Pix

  • Interoperabilidade entre instituições financeiras

  • Padronização técnica e regulatória conduzida pelo BACEN

Ao permitir o compartilhamento padronizado de dados, o Open Finance Brasil alcançou um nível de qualidade global, posicionando o país como referência internacional e a frente de outros sistemas financeiros mais desenvolvidos como o britânico.

Open Finance Brasil comparado com o resto do mundo

O Open Finance Brasil se diferencia dos modelos internacionais pela sua adesão ampla e foco em casos de uso. Enquanto muitos países ainda operam iniciativas restritas de Open Banking, limitadas a dados bancários, o modelo brasileiro foi concebido desde o início para abranger múltiplos tipos de dados e aplicações.

A combinação entre infraestrutura robusta e a escala de adoção, posiciona o Brasil em um patamar distinto quando comparado a ecossistemas como o britânico e o dos Estados Unidos. Em nosso ambiente, o compartilhamento de dados não é apenas possível, ele é efetivamente utilizado para embasar decisões financeiras e conferir benefícios ao usuário.

Segundo dados oficiais do Dashboard do Cidadão e do Open Banking UK, o Open Finance Brasil registra quatro vezes mais novos usuários por mês do que o sistema britânico, cinco vezes mais consentimentos únicos e é, por dia, consultado três vezes mais.

Comparação entre o Open Finance no Brasil e no Reino Unido em termos de maturidade e adoção
Comparação entre o Open Finance no Brasil e no Reino Unido

As principais diferenças do Open Finance Brasil em relação a outros países são:

  • Amplo escopo de dados

  • Integração com o Pix

  • Governança centralizada pelo Banco Central

  • Maior potencial de escala devido à adoção em massa

  • Foco em casos de uso aplicáveis ao mercado

  • Participação obrigatória de múltiplas instituições

Open Finance em Stanford: a aula de Bruno Chan

Em novembro de 2025, o CEO da klavi, Bruno Chan, esteve em Stanford para explicar o sucesso do sistema financeiro brasileiro e apresentar casos concretos de inovação. 

O Open Finance Brasil deixou de ser apenas uma iniciativa regulatória e passou a ser objeto de estudo em um contexto global. Despertou o interesse internacional daqueles que buscam entender como sistemas financeiros complexos podem evoluir de forma coordenada.

Nesse contexto, Bruno Chan levou nossa experiência prática do mercado brasileiro à discussão em Stanford, respondendo às principais questões levantadas por executivos e reguladores internacionais:

  • Como estruturar um Open Finance funcional?

  • Como transformar dados em decisão?

  • Como garantir valor ao compartilhar dados via Open Finance?

Nossa experiência levada a Stanford

Inserida no centro desse ecossistema, a klavi atua transformando dados de Open Finance em inteligência prática e acionável. 

Em 2025, nossa evolução reflete a maturidade do mercado brasileiro, com análises que conectam comportamento financeiro, contexto macroeconômico e tomada de decisão estratégica. 

Entenda, por meio de números, como o Open Finance Brasil revolucionou a forma de criar inteligência financeira.

Acesse a aula de Bruno Chan levada a Stanford.